e porque não devemos cair no facilitismo de começar as coisas e ficar por aí…
fiquemos com a leitura (minha, pois claro) de duas notícias, uma antiga e outra menos.
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a 1ª diz respeito ao despejo dos ciganos de francelos, do local onde estavam instalados. (esta é a antiga, convém alertar as mentes menos dadas à leitura dos jornais)
bem, isto foi mais a resposta a um amigo que me perguntou o que se passou aqui (leia-se ali, em francelos)
a "estória" verdadeira é esta:
em francelos estava a desenvolver-se um ponto de venda de produtos naturais (assim como do têxtil barato concorrente das importações chinesas). vai daí, a populaça, com o apoio (mais ou menos) camuflado dos grandes laboratórios farmacêuticos (suspeito que a comunidade amarela tenha tido também alguma influência), montou uma campanha de descredibilização (com guarnição de uma ou outra estalada, salteada no palavrão bem quente) desta comunidade. (leia-se minoria étnica, pela qual nutro algum, não muito, respeito. sou o chamado racista moderado. nunca um machadista, cruz credo! que fica sempre bem uma alusão à cruz de jesus, que não o jorge) o que acabou por obrigá-los a abandonar o local (que se encontra com um aspecto muito duvidoso, nesta altura. o típico baldio, vedado a arame quase farpado, para um ar mais familiarmente seguro), procurando refúgio noutra freguesia (não muito longe, por sinal).
e assim voltou a paz a tão pacata freguesia. ou então não.
digo eu. que prefiro não arriscar a frequentar o apeadeiro local a partir da hora do almoço (basta a suspeita de que o sol começou o caminho do sono para que um ambiente estranhamente ameaçador paire sobre o local).
tudo gente boa, a malta das bolachas d’aveia…
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a 2ª (esta fresquinha, como convém, dado o teor da mesma e o risco para a saúde pública da leitura e análise da anterior, definitivamente fora do prazo. aí vem coima!!!)
é sobre o aviso dado pela ASAE de que estará atenta aos arraiais populares que estão por aí a estalar, assim que o tempo dê tréguas.
a imagem de fiscais da ASAE a atacarem uma pilha de bifanas, inocentemente temperadas (bolas, com cerveja preta ficam a matar), no tupperware já marcado de outras festas, populares ou não, não me sai da cabeça.
depois é tudo uma questão de divagar e seguir imaginando o saco plástico do continente (sou só eu que acho ou os sacos estão cada vez mais finos, não suportando já um dia de lixo orgânico cá do burgo?) cheio de sardinhas que de um momento para o outro e vendo a confusão gerada em torno do tupperware desatam a correr desalmadamente, gritando histéricas (é, para mim as sardinhas gritam e são histéricas quando o fazem) "só fui pescada ontem e estou carregadinha de sal desde essa altura"!(sim, é estúpido mas a divagação é minha! posso...?) outras preferem ficar e tentar convencer os fiscais com as mãos já manchadas de sangue (das bifanas, senhores! que os homens são gente bem formada) de que o frio na espinha que sentem (encaixou bem, esta da espinha) não é de medo mas das arcas congeladoras onde estiveram até há uns minutos atrás...
no meio de tudo isto o carvão ri-se e comenta: "e o preto sou eu"? (a piada fácil da selecção é actual e fica bem nesta altura em que vivemos a histeria pré-europeu)
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convém referir que lavei as mãos antes de me sentar em frente ao pc… e assim que sair passarei pelo ritual novamente. (poderei ser acusado de hipocrisia, nunca de falta de higiene, senhores fiscais!)
30.5.08
...ou quando uma (ou muitas) imagem (ou imagens) vale(m) mais (bem, valer nunca vale mais. é apenas uma questão de seguir a "frase feita") que mil (ou menos) palavras (isto de se gostar da palavra palavra dava para uma conversa e pêras (ou maçãs, dependendo do gosto)).
telepopmusik. "love can damage your health"
air. "all i need".
pixies. "where's my mind".
Publicada por mascherani à(s) 18:18 0 comentários
18.5.08
porque nem só de palavras se fará este espaço.
urbs, álbum "toujours le meme film".
ou uma viagem pelo mundo dos sentidos despertos. pela repetição de sons e pelo inesperado que surge a cada instante.
"requiem for a love affair"
"so weit"
Publicada por mascherani à(s) 15:29 2 comentários
e como diria vergílio (o ferreira), "para sempre. aqui estou."
tudo começa assim. o nome (estranho hábito este de dar nome às coisas).
e eis que entrei numa pequena viagem.
a primeira opção, iogurte, estava já tomada (bolas, ainda há gente tão maluca como eu). a segunda opção (estava nesta altura a recuperar da frustração de não conseguir chamar ao meu blog algo tão estupidamente banal como iogurte) não existia e então nada como abrir um livro (recuso-me a dizer qual, naturalmente) numa página ao acaso e escolher a primeira palavra que visse (conseguiria igualar a originalidade simplória de iogurte? tentemos...). obtive resultados tão díspares como "vastidão", "amargura", "cacarejo estridente" (sim, fez-me pensar duas vezes), "tomai e comei" (quase quase) ou simplesmente "já".
o caminho para o nome final teria, obviamente, que continuar a ser percorrido sob o risco desta ideia ficar por isso mesmo.
uma rápida vista de olhos pela colecção de música e eis o blog "tourist", "moon safari", "master of puppets", "newcomer"... (bem, não vai ser fácil)
levantemo-nos então do sofá, um "puro" nos lábios, as ideias perdidas no cinzento do fumo, mãos nos bolsos e olhemos pela janela... nasceu o "imagem de bolso".
Publicada por mascherani à(s) 14:14 2 comentários